segunda-feira, 14 de julho de 2014

Caber em si

Não sei o que gostaria de receber.

Eu digo a mim que o contentamento já não me cabe mais.
O costume acaba com as nossas possibilidades, sabe?
Não da pra segurar na barra da saia tua, e implorar pra ficar.
Eu bem sei que a gente quer alguém para o que der e vier,
Só que costumo esquecer do que sou,
Ou mudo a querer me adaptar.
E isso não é mais pertence meu. 
Pode ir,
É, pode ir.

sábado, 5 de julho de 2014

...

E então, dentre a tantos devaneios e meros equívocos noto que para muitos ter cargo digo, cacife é o que realmente conta.

Meros mortais.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Cais.

E o que é que eu vou fazer?
Se um dia eu amei você,
e você de nada quis realmente saber?

Agora como é que faz?
Se por Deus me encontro aqui,
com o coração no cais?

De tantas e tantas canções,
Que tratei de te escrever,
Nada adianta mais?

Não sou tão só assim,
O destino penetrou em mim,
Mas eu sei que já fui mais.

E hoje se vier atrás,
Sei que já passou demais,
E hoje já não volto atrás.




domingo, 1 de junho de 2014

Poupe-se!

Poupe-se!
Você não merece tanto desrespeito!
Poupe-se!
Você é uma mulher e não um pedaço de "sei lá o que."
Poupe-se!
Quem é quem para dizer-te o que fazer?

E me poupe!
Poupe-me de tanta hipocrisia,
Poupe-me de tanta babaquice particular,
Poupe-me de tanto discurso sem um rumo,
Poupe-me de te poupar!

E então me deixa,
Deixa-me ser o que vim para ser,
Deixa-me deitar no peito que eu merecer,
Deixa-me gritar o que vier para meu grito,
Deixa-me chorar quando for necessário.

E me permita,
Permita-me ser o que tenho que ser,
Permita-me pedir licença para existir,
Permita-me agradecer aos bons meus,
Permita-me ser.

E assim diga-me,
Diga-me quem sou,
Diga-me o que queres ouvir,
Diga-me o que posso ser,
Diga-me que não manda em mim..

Eu me poupei, eu me ouvi, e hoje eu sei o que será melhor para mim.

Sinto muito

Sinto que é de minha obrigação começar pedindo desculpas.
Perdão por o que fiz mas, ser boa o tempo todo está me destruindo aos poucos.
Eu preciso ir.
Eu não aguento ficar próxima de tanta traição, tanta miséria, tanta falsidade...
Tantas coisas que não me completam, nem me transbordam, só me diminuem.
E eu não cheguei onde cheguei para ser diminuída, humilhada ou maltratada. Eu sei também que não é a intenção dos a qual me refiro nesse momento, mas, esse modo de viver não é meu. Eu não me encaixo aqui, não consigo ver tudo como uma brincadeira... Eu tenho um olhar sério, um olhar sério que talvez até me tire a meninez, mas ainda sim, é o meu olhar e dele, não posso me desfazer.  Eu achava que era forte para aceitar certas coisas, achava que poderia encarar o fato de que os seres humanos estão cada vez mais egoístas, achava que poderia lidar com o fato de algumas pessoas serem grosseiras e rudes gratuitamente, achava que poderia entende-las, ajuda-las, até porque eu já fui assim. Mas não, existem momentos em que me sinto tão pequena diante a tanta estupidez!
Passou a época do masoquismo, eu não quero mais! Essa missão de ajudante, de boa amiga, de defensora dos pobres e oprimidos já não é mais para mim. E o que eu ganho em troca? O desprazer da arrogância, as palavras desestruturadas assim como os corações de quem ousa a pronuncia. Eu cansei. Talvez meu mal seja acreditar na mudança...Mas, é como dizem, só muda quem quer! Quem acredita e se doa, e olha, não se engane, ninguém muda por ninguém e sim porque quer, porque deseja, porque sente a necessidade de mudar! Eu desisti de acreditar em causas perdidas, as quais eu tanto amava, eu desisti de acreditar que as pessoas poderiam mudar por mim, que alguém tão errado poderia ser bom para estar ao meu lado, ou melhor, eu tinha a mania de acreditar que todo mundo é bom e que alguns só usam uma máscara. Tola que fui!
Por isso eu digo, eu não quero ficar perto de você, eu não quero ficar perto dela.
Eu não quero ficar perto de ninguém que me traga a dor, eu cansei de desafiar meus instintos e acreditar que eu poderia ser uma pessoa evoluída, mas eu não sou e não tem nada de errado nisso, terei que me aceitar assim também.
E se não gostar, respeite... Eu fui obrigada a me respeitar também.
Eu me calo diante a tanta violência, eu calo-me porque sei que o silêncio é o melhor que tenho a oferecer,
A me oferecer.

E me desculpe,
Ou desculpe-me,
Mas eu não posso mais ficar.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Like a dream

Eu preciso te dizer.
Sentar e deixar você ouvir tudo que os meus olhos tem a falar,
Tudo que minha boca deixou pra traz, por medo de verdadeiramente se expressar.
Eu preciso que você me deixe segurar suas mãos enquanto eu falo, preciso que entenda minha timidez e minha indecência quando sou só eu e você,
Quando somos nós.
 E não adianta dizer que não sabe do que se trata, porque sabe e nessa história não sou só eu.
Deixa eu deixar impresso no seu corpo tudo que eu penso e desejo,
deixa-me deixar!

Entra aqui, apoia a cabeça em meu ombro, deixa eu te contar...
Eu tenho tanto medo entende?
Mas, o medo não impede a minha pressa, a minha ansiedade.
Eu sei bem o que quero e gosto sempre de ser direta ao procurar..
Então deixe-me,
Deixe-me adentrar nesse seu universo particular,
Conhecer cada detalhe que por mim foi passado despercebido,
Deixe-me ser alguém que alguma importância pra você,
Só não me deixa ser ninguém na sua vida...


E talvez, gentilmente eu peça para que autorize os meus lábios tocarem os seus,
Para que em sua boca fique impressa as minhas palavras,
O meu gosto,
E assim, decidirá se pertence a você.

Deixa eu dizer,
Deixa eu fazer,
Deixa eu ser,
Eu.





segunda-feira, 5 de maio de 2014

His voice

Ele me ligara.

Na linha, uma voz doce, gentil e cativante me dizia certas palavras que no momento não são do interesse de ninguém e por isso, não vos direi.
Quando ele me ligara eu automaticamente me senti grata, grata por ter o dom da audição, grata por certa voz ser tão agradável, familiar, segura e confiante, sim! Eu agradeço por meus ouvidos serem ou tentarem serem tão compatíveis com aquela voz, por ter a chance de ouvi-la, suga-la, senti-la, centrar me nela.

Quando eu ouvi novamente aquela voz, desejei um bem a ele tão acima de mim, algo que nem eu mesma pude explicar,  como é possível amar tanto alguém após tanto tempo e mesmo assim ainda se sentir diferente?
É um amor diferente, eu o quero bem, tão bem que mal eu passo se tento descrever. Eu gosto daquela estabilidade, da concordância das palavras, do riso seguro e da familiaridade que tem, com ele não tem erros, é o que é e acabou.
Meu bem, você cresceu! E encontro-me tão estasiada e feliz por ti, tão na sensação de orgulho pela sua pessoa, por ter permanecido o mesmo garoto especial que eu conheci e será sempre assim, quero te manter perto pois a sua amizade é o alicerce da minha consciência, você sempre será meu ponto de equilíbrio e até hoje quando penso em tomar certas decisões lembro do que desejava que eu fosse,  lembro do orgulho nos olhos que mantinham e até hoje você é o que me guia a certas (boas) decisões.

E meu Deus, como sou grata!

Quando ele me ligara eu tive a certeza de que se filhos eu tivesse, se casamento fosse uma coisa a ser repensada ele seria o marido pai.

Ele me ligou,
E eu tive a certeza de que a ele eu só quero o bem!.