quarta-feira, 19 de junho de 2013

Real Thing?

"Ela é melhor do que a garota dos meus sonhos. Ela é real."

Lembro-me da primeira vez em que disse essas palavras, nos meus olhos as lágrimas escorriam por acreditar que tinha a achado.
E eu dizia a ele com veemência:
 "Ela é real! Ela é real! Ela estava aqui, ela segurou minha mão, eu senti sua respiração junto a minha."

Pobre alma.

Ela era real, mas uma realidade distante da minha. E agora mais ainda.

O que parecia para mim ser o fim da escuridão, era só o começo.

Longe de mim querer invalidar grandes momentos, por favor! Ela fez-me mais viva do que a minha vida inteira, aquele sorriso era capaz de mudar minha conduta, de firme, de forte, a uma garota doce, preocupada e decidida. Ela tem o poder sobre mim. Ela me fez ser melhor do que sou e também me fez acreditar que eu a merecia.

Mas eu não a mereço.

Liar.

Mentirosa.

Eu a amo.

E agora o que me resta?
Cama vazia, sorriso morto, uma visita a cada mês....

Palavras não me consolam, atitudes me tem.

 Eu não sei mais quem é você, sinto-me desconectada, não faço mais parte do que fazia.

Ou nunca fiz.

Eu não sei mais o que é farsa, o que não é. Estou tendo problemas para encarar a realidade, não aceita-la, mas enxergar-la como ela é, em toda sua totalidade.

Eu não preciso disso.
Não preciso de pessoas que se ausentam quando nós precisamos delas,
Não preciso de sorrisos falsos e de palavras consoladoras compradas,
Não preciso de vias alternativas.

Eu não preciso de você.

E eu não vou deixar que nenhum filho da puta me derrube.

Isso é real?

Espero que seja, minha realidade agora é alternativa.


domingo, 16 de junho de 2013

Amor Calado.

Amo-a-ti desde sempre,
Sempre parece pouco quando se diz,
Muito quando se sente,
E eterno quando se é.

Algo sobre mudança pessoal,
Uma reforma está para acontecer,
Aqui dentro,
Dentro de mim.

Finalmente me cansei dessa oc-dão alheia,
E o "estranhismo" que mora em mim será rotineiro,
Algo a mais a se adaptar,
Ou fugir.

Porque mesmo entre as ondas que habitam em mim,
Mesmo com as correntezas de sentimentos de estão aqui,
Mesmo com o amor que faz parte do que sou,
Eu não posso mais.

Perdão pelo egoísmo,
Perdão pela falta de consideração,
Mas eu preciso de um abrigo,
Que você não poderá me dar.

E com isso eu dito o fim,
Você não estará mais em mim.
E de agora em diante,
O amor calado morrerá. 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Us




E quem sabe? 

Quem sabe no que se deu, no que se dá?
Sei que apareceu no momento em que eu mais precisei.
E ficou,
Permaneceu,
E está em mim,
E é.

É tudo. 
Tudo pra mim,
Uma amizade que não se compara,
Um amor que não se mede,
Uma paz que geralmente não se encontra por ai.

Eu sei que mesmo com a turbulência,
Nada irá mudar,
Permanecerá em nós,
E caberá ao que virá.

Sinto que essa vibe não é de agora,
Sinto que somos filhos da aurora,
Donos do vento,
Parceiros da tempestade.

E com todos os danos que eles tem a nos oferecer,
Somos mais que guerreiros,
Viemos nos fortalecer.
Digo isso porque sou,
Porque sei,
Porque somos.

Faço de mim sua moradia,
No meu peito cheio de alegria ao te ver chegar,
Ao ouvir tu dizer,
A cada olhar,
"Eu amo você."

A cada dia entendo um pouco mais do tal do amor,
Ele não machuca, não se opõe, não se martiriza.
Amor de verdade é esse que mora em mim,
Que faz mesmo na distancia ser presente,
Amor da certeza,
De que tudo muda e tudo se transforma.

E  de que nada é realmente meu.

E estou aqui para o que precisar,
Risadas serão fáceis de se encontrar,
Basta ver em meu olhar,
Eu sei que vou ficar.

Olhe para mim,
Estou entregue a sensação,
E me pergunto apenas uma coisa:

Pode um lar ser uma pessoa e não um lugar?




quarta-feira, 5 de junho de 2013

Fri(end)

Eu não sei como isso se explica, como se dá.

"Olhar de deboche" é o que minha mãe diz que ela tem, e eu nunca entendia o porque, sempre achei que ela fosse genial, meiga e sensível. Mas vi que no fundo minha mãe tinha razão. Não é que ela seja má, longe disso.
É só que o interesse dela é nela mesma.  E o que fazer quando o meu interesse é em nós? Ai resulta nisso, eu vivendo de lembranças e que agora, de olhos abertos, me parecem bem claras. Quando eu dizia algo ela sempre dava um jeito de isso se transformar nela mesma, tudo sobre você. Nunca me deu chance, pelo menos não agora, de me expressar. É cansativo ficar tentando tirar de alguém algo que não se pode. Eu costumava a saber de tudo dela, cada detalhe, cada expressão, cada linha do seu rosto. Mas agora não e talvez não me interesse. Vejo que já passou, dói um pouco porque não é um concesso, não é unanime. Mas, o que posso fazer? A minha parte já fiz, me doei, ajudei, levantei. Talvez não saiba amar,  sinta, mas não sabe o método e como não quer ajuda quem sou eu para me meter? Minha fase já passou, entendo. Agora anda entediada porque seu brinquedinho perdeu a graça. Eu também tenho as minha necessidades e você como uma amiga deveria entender. Ultimamente ando querendo atenção, contar minhas novidades, pedir conselhos... Mas de alguma forma tudo sempre volta pra você. Eu praticamente tive que gritar que teria um encontro tão esperado, e você o que fez? Simplesmente me ignorou e continuou a contar sua história, a história sobre seu amado, que inclusive sempre dei o maior apoio e sempre mostrei muita empolgação, afinal, eu fico muito feliz quando te fazem feliz. Eu choro por você, eu sorrio com você.
E você possui mais experiencias, eu sou nova, boba inocente. Preciso dos seus conselhos, mas você me deixa insegura, pra baixo, faz-me sentir inferior. O que eu sei que não sou, não somos. Eramos pra ser irmãs, olha a bagunça que isso se tornou? Todo dia eu procuro você pra tentar amenizar as coisas, ter um diálogo melhor. Mas nada. Silêncio, vazio. Você não está lá.
Não reclame quando eu partir, você é a minha droga... Mas estou em reabilitação.  E quando a abstinência passar não vai ter volta, aliás já não está tendo porque eu percebi que estou nessa droga sozinha. E eu que achava que precisava de você, vou descobrir tudo só. Amadurecer por conta própria.
Quem me ama tem uns três, mas esses três são o suficiente pra que eu me sinta bem.
Não preciso mais de você,
Talvez nunca precisei.
A gente cansa de bater na porta de quem nunca está em casa.
E assim eu digo um adeus pra mim, porque eu sei que o End na palavra Friend nunca fez tanto sentido.

Tudo muda, tudo se transforma.
Começa uma nova era para mim.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Curvelo

Estávamos em algum tipo de festa, um nome gravado em minha mente, o desejo pulsava em mim. Mas, lá no fundo eu sabia que não tínhamos a menor chance, olha só, uma garota como ela desejar a mim na mesma intensidade que a quero. Difícil acreditar! Preparava-me emocionalmente para ter que observá-la e não poder toca-la, envenenando-me com doses cada vez mais altas de vodca... E ela apareceu! Tão radiante! Os olhos ainda mais claros do que me lembrava, um tom de verde impenetrável, selvagem, similar a uma leoa observando um cordeiro antes de devora-lo. Seu cabelo em um tom de ouro e balançava de acordo com o que ela dizia e as gargalhavas que dava com suas amigas. Já eu, antissocial que sou sentei-me em um sofá distante, estava um pouco escuro fiquei ali apenas observando a minha bebida, sentindo a minha garganta queimar a cada gole que dava e meus olhos lacrimejarem pedindo socorro, fiquei ali por um bom tempo a observar meu copo até que um grupo de jovens vindo em minha direção me tirou do transe, foi ai que me dei conta de que eu estava sentada em frente a uma enorme tela, onde iria passar filmes provavelmente. Já estava me erguendo para sair daquele local, quando uma mão pousou suavemente em meu peito irradiando calor sobre meu tórax, fazendo minha pele arrepiar instantaneamente, mas mantive a postura e não olhei pra cima. Um sussurro veio ao meu ouvido: "Fica, por favor." Ah, aquela voz tinha um efeito sobrenatural em mim, uma espécie de paralisante. Ainda atordoada pela bebida, permaneci ali, ao lado dela e bastante deslocada para falar a verdade, sem dizer uma palavra. Em choque. Devo ter a encarado por mais ou menos quarenta minutos e ai me dei conta de que ela poderia estar tão alterada quanto eu, ou provavelmente me confundiu com alguém. Era bom demais para acreditar sabe? Não consegui sair dali, havia alguma espécie de magnetismo naquele ambiente, nela. "Provavelmente ela seja mais uma dessas garotas problemáticas que eu costumo sair." Pensei. Repensei. Queria fugir, correr, mas meu corpo não me obedecia. Quando parei para me observar, senti um calor espalhar em meu braço estender-se até meu pescoço em uma intensidade anormal. Foi quando me dei conta de que ela se apoiava em mim. "Como um sonho", pensei. O aroma de seu cabelo envolveu-me como um abraço caloroso e seguro. Permanecemos ali, em uma espécie de casulo, meus braços instantaneamente a envolveram forte, como uma proteção, eu queria protege-la de todo mal que no mundo havia, um forte impenetrável. Sorríamos sem perceber e quando me dei conta seus braços estavam ao redor do meu pescoço e minhas mãos enlaçadas em sua cintura, nossos lábios se encontraram fortalecendo a nossa estranha ligação. Nunca me senti tão conectada a ninguém como aquela garota me fez ser. Línguas dançavam, fazendo o ritual do eterno, apertei-a mais forte de encontro ao meu corpo, porque de algum modo eu sabia que nunca a deixaria ir, então ela mordeu meu lábio em correspondência. Sabíamos que nos pertencíamos, nos pertencemos. O momento se fez eterno, sorrisos entre beijos e olhos concentrados um no outro, aquele verde anterior tornou-se ainda mais intensos, levados pelo êxtase de encontro. Foi quando abri meus olhos e encarei os dela, sua boca moveu-se lentamente ao encontro do meu ouvido, ela sussurrou:

- Luise Curvelo, prazer.

E nesse momento eu sabia que sonhos podem se realizar. 

A partir daquele momento eu soube pelo que lutar.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

De um sonho.

Uma vez sonhei que a menina dos meus sonhos me beijava,
Fazia carinho e sorria,
Tínhamos tudo sem ser nada.

Ela olhava para mim séria,
E eu brincava com o seu olhar,
Beijos dela eu roubava,
Ela dizia que gostaria de ficar.

A menina que eu quis me disse que o amor chegou,
Eu sorri ao lado dela tentando disfarçar o tremor.
Chegou mais perto, me olhou,
Nos beijamos mais, com todo o vigor.

Acordei com um sorriso no rosto,
E ainda sentindo o sabor do gozo,
Acreditava nela, parecia real,
Pobre de mim, acordei de um sonho banal.

Ela me beijava,
Eu acreditava,
Coitada de mim,
Beijei a nevoa que se foi,
Junto com você,
Junto com nós,
Junto com o que seriamos...

Beijo-te de longe,
Menina que partiu,
Escolheu ir, sem ser nós,
Sem o a-dois.
Fez-se um fim.

Deixou o medo a envolver,
Deixou-me crer em algo,
Que  não poderia arcar,
Eu quis você e você quis me usar.

Não é bem assim,
Você bem que quis,
Mas o medo que chamas de ego,
Derrotou-lhe. Pobre de ti!

Acordei só,
Beijei o vento,
E tudo que eu pedi parecia ser demais,
 Mentir pra si mesmo parece-lhe confortável.
Quem sou eu para obriga-la a sentir?
A vitória só ocorre quando os dois decidem lutar.



E descobri que meus sonhos nem sempre se realizam.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Damn Cold Night'




- O que foi?


- Nada. É só mais uma droga de noite fria, onde ninguém vem me buscar... Aquela noite em que se morre de frio e deseja um casaco sabe?  Aquela noite em que você não precisa chorar escondido porque você não tem ninguém mesmo. É só mais uma dose de álcool para meu estomago se acostumar, apenas eu e essa infelicidade... afinal, ninguém gosta de ficar só não é?  Não acontece nada, não precisa se preocupar, minha saúde vai bem, meus amigos também, sempre estou para eles. Não é nada, é só aquela coisa de não ter ninguém para amar de volta, ninguém que queira meus cuidados meus mimos e quem quer, eu não sinto nada. A reciprocidade  é assim tão difícil? Não tem ninguém nessa droga de rua, apenas a luz da lua tão refletindo a langue da minha face.  Cansada de fazer questão  e de me importar, querendo afastar e sumir mais não dá, nenhum buraco parece ser fundo o suficiente, onde todos podem me ver e ninguém pode me enxergar. Cansada de falar uma coisa e fazer outra e ter esperança que tudo vai passar... Mas então cadê? Quero que chegue logo a hora em que meu corpo pare de doer, que minha pele volte ao normal, que minha cabeça pare de explodir e que o brilho em meus olhos seja visto. Não é fácil esquecer alguém, principalmente se for você. Saber de tudo e não dizer nada, sentir tudo e ter que congelar. Ser alguém diferente de mim. Pô eu estou tentando , tentando pra caralho ser mais forte a cada dia.
 Não, não é nada. Apenas uma garota que se olha no espelho e passa a odiar tudo que vê, diz que seu cabelo é embaraçado demais, enrolado demais, que seu nariz é grande que sua boca é torta e ai ela acha que entende o porquê você não a quer. Ela não é pra ninguém. Complicada demais, insatisfeita demais, desafiadora demais. Não acontece nada  e talvez seja  esse o problema, ela só quer chegar e poder dizer o que ela sente sem ter medo de perder, de falar que tudo que procura ela tem para oferecer, ela quer que veja isso, olhe nos olhos dela e corresponda. Ela quer poder te beijar, Deus como ela quer te beijar!  Quer ser seu ombro pra decepções, quer ser seu ouvido para ambições e sonhos, quer ser suas pernas para correr e realizar tudo que você sempre sonhou... Ela quer ser sua e quer que você seja dela, só isso. Mas então, é só mais uma droga de noite fria.